SHADOW LABYRINTH: PAC-MAN virou darkzão, pegou uma espada e foi de metroidvania
Olha, vou falar a real: a gente já viu de tudo nesse mundão dos games. Já viu Sonic com espada, Mario virando gato, Mega Man jogando futebol… mas agora chegou o dia em que PAC-MAN ficou sombrio, filosófico e ganhou um mech gigante chamado GAIA. E não, isso não é um delírio coletivo pós-batalha no Elden Ring. É SHADOW LABYRINTH, a nova reinvenção da Bandai Namco pro nosso comilão amarelo favorito. E olha… tá mais sinistro que pixel de arcade com cheiro de mofo.
Pac o Justiceiro: agora com espada, mech gigante e trauma emocional
Lembra quando PAC-MAN era só um círculo amarelo correndo atrás de fantasmas em labirintos psicodélicos, comendo pílulas como se fosse carnaval em Ibiza? Esquece. Em SHADOW LABYRINTH, a coisa tá mais dark do que final de temporada de anime shounen.
Agora, o herói é um tal de Espadachim Nº 8, que parece ter saído direto de uma reunião entre Samurai Jack e Mega Man Zero depois de uma sessão de terapia coletiva. Ao seu lado, o companheiro não tão silencioso, mas extremamente familiar: PUCK, uma versão sombria, porém fofa, do clássico Pac-Man, que dessa vez age como guia espiritual, tutorial ambulante e, por que não, uma espécie de mentor Jedi do “coma ou será comido”.
E sim, o PUCK fala. (Quer dizer, a gente acha que fala, porque a vibe dele é toda “enigmas filosóficos sobre consumir a escuridão para encontrar a luz” e aí você fica se perguntando se baixou um Hollow Knight sem querer.)
GAIA: o Mech que faz Optimus Prime parecer um Uber de luxo
Se já não bastasse o guerreiro com a espada e o Pac fantasmagórico, o jogo ainda te dá o poder de virar GAIA, um mech colossal capaz de destruir tudo que se move. Porque, claro, se a ideia é reimaginar PAC-MAN, vamos logo colocar um transformer na equação e ver no que dá. Resultado? Uma máquina de destruição massiva com controle de área, canhão, e uma presença que faria até os fantasmas originais correrem de volta pro casulo pixelado deles chorando em 8-bits.
Jogabilidade: plataforma 2D com aquele molho picante de metroidvania moderno
Aqui a Bandai Namco acertou bonito: SHADOW LABYRINTH é um metroidvania 2D com tudo que tem direito. Mapas interconectados, áreas secretas, upgrades que mudam a jogabilidade, e inimigos que têm o mesmo carisma dos fantasmas de antigamente, mas agora com dentes, garras e, em alguns casos, traumas de infância.
O Espadachim Nº 8 tem combate corpo a corpo veloz, digno de uma mistura de Ori and the Blind Forest com Dead Cells, enquanto o Mini PUCK serve pra partes mais claustrofóbicas e labirínticas, explorando trilhos e caminhos onde nem mech, nem guerreiro, teriam a menor chance.
Ah, e os quebra-cabeças? Têm também. Nada de empurrar caixinha básica: aqui tem puzzle que mistura lógica, agilidade e, às vezes, um pouco de fé.
Exploração: Labirintos com lore, segredos e fanservice esperto
O planeta onde a treta acontece é um verdadeiro prato cheio pros fãs de metroidvania e exploração. Tem de tudo: ruínas antigas com cara de Namco Museum, florestas que parecem saídas de Splatterhouse (sim, eu sei que você lembra), corredores tecnológicos, estruturas orgânicas, e até umas referências espertas a outras franquias da casa.
Tem área que dá de cara com coisas que lembram Dig Dug, tem inimigo que pisca e parece parente distante do Galaga, e o mais curioso: a narrativa toda sugere que esse mundo sombrio pode ser uma espécie de limbo digital das franquias da Bandai Namco.
Ou seja, além de descer o cacete em tudo que aparece, você vai ficar teorizando se tá jogando um Kingdom Hearts da Namco. Só que sem Keyblade, sem Disney e, graças aos céus, sem 47 jogos com nomes esquisitos.
Edições: aquela boa e velha tática do “compre o Deluxe, seu fanático”
A pré-venda já tá rolando pros mortais que jogam no PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. A galera do Switch vai ter que esperar um pouco mais (porque aparentemente o Mini PUCK ainda tá sendo renderizado em nuvem).
Você tem duas opções:
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Padrão: vem o jogo base e um bônus de pré-venda com os Efeitos Sonoros Originais do arcade (pra ativar aquele modo nostálgico da quebrada).
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Deluxe: tudo da Standard + trilha sonora digital e livro de arte digital, pra você fingir que é um colecionador de verdade e não um acumulador digital de luxo.
O PAC-MAN que a gente não esperava, mas que a gente respeita
Cara… eu sou ranzinza, você sabe. Joguei o primeiro Fatal Fury no fliperama com ficha falsificada. Tive calo no dedo de jogar Ghosts ‘n Goblins e zerei Metroid no NES sem detonado. Então quando falam em “reinventar PAC-MAN”, eu viro os olhos. Mas SHADOW LABYRINTH tem aquele cheiro de reinvenção boa.
É sombrio, estiloso, cheio de jogabilidade de respeito, com combate afiado e exploração decente. É um jogo com coragem. Coragem de olhar pra uma bolinha amarela que comia pílulas e dizer: “vamos dar a ele um propósito… e uma espada.”
No fim das contas, eu nem sei mais quando foi que parei de me preocupar com os rumos dos jogos modernos — talvez tenha sido no dia em que colocaram o Mario pra pilotar um kart com o Sonic, ou quando inventaram que o Pac-Man precisava de um enredo sombrio e um mech que parece o Megazord. Mas quer saber? Que bom que ainda tem dev corajoso o bastante pra fazer essas maluquices com alma, sem transformar tudo num festival de microtransação e Battle Pass. Porque mesmo com PUCK virando guru digital e metendo filosofia no meio do labirinto, os clássicos continuam ali, piscando no fundo da memória, com aquela musiquinha de 8-bits que te persegue até no banho. A diferença é que agora, em vez de correr dos fantasmas… a gente vira o fantasma. E honestamente? Eu tô bem com isso.
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