Qual é a diferença entre IA generativa e agentes de IA?
Os agentes de inteligência artificial representam um próximo passo no mercado de IA. O conceito é voltada para tecnologias capazes de resolver problemas mais complexos e com menos comandos do que a IA generativa.
Entenda as diferenças entre estes tipos de IA, e como a IA agêntica já está presente nas grandes empresas. Neste conteúdo você confere:
- Qual a diferença entre IA generativa e agentes de IA?
- Exemplo de aplicação
- Como os agentes de IA são utilizados no mercado
Qual a diferença entre IA generativa e agentes de IA?
A IA generativa está presente em modelos de linguagem como o ChatGPT, Gemini e DALL-E, e tem, entre seus objetivos, a criação de conteúdo novo, seja em vídeo, imagem ou vídeo. O recurso também é empregado em outras esferas, como auxiliar na tomada de decisões e mais.
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Ela precisa de um comando para gerar os resultados, e é treinada com grandes bases de dados e aprende padrões de acordo com elas. Assim, consegue criar conteúdos novos que têm semelhança com seu aprendizado, por exemplo.
Já os agentes de IA têm como foco a tomada de decisões de acordo com o ambiente percebido. São capazes de entender contextos para que se atinjam metas específicas.
Isso inclui os sistemas de direção autônoma em carros, que percebem os elementos do trânsito ao seu redor e tomam decisões de como devem agir: se devem acelerar, frear, buzinar, etc.
É o que explica o sócio-fundador da SalesBud e especialista em soluções de IA para vendas, Matheus Weigand: “[a IA generativa] é ótima para criar conteúdo, mas não toma decisões ou age de forma autônoma. Também depende de intervenção humana para direcionar suas ações”.
Vale ressaltar que a IA generativa pode estar inserida num agente de IA, como em chatbots de atendimento, para geração de respostas de acordo com a base de dados.
Exemplo de aplicação
Imagine que um e-commerce utiliza um chatbot com IA generativa para atendimento ao cliente. Ele só será capaz de responder utilizando sua base de dados, de forma limitada e sem utilizar o contexto externo e do usuário, tornando a entrega menos completa.
Já um agente de IA nessa situação poderia funcionar como um agente de vendas, identificando as emoções do cliente, se está gostando ou não das sugestões e consegue manter o contexto da conversa, se lembrando das interações passadas.
Enquanto para um chatbot de IA generativa você pediria “tênis para trilha”, e receberia apenas opções genéricas de tênis, para um agente de IA é possível utilizar comandos como “itens necessários para fazer uma trilha em X lugar”, e receber sugestões personalizadas de acordo com a sua necessidade.
Os agentes de IA no mercado
De acordo com a Gartner, 50% das empresas globais usarão agentes de IA até o fim de 2025, e há empresas como a Amazon que já os tornaram parte do trabalho. A gigante do varejo utiliza sistemas autônomos para gerir estoques, prever demandas e coordenar suas entregas sem intervenção humana.
Na área de finanças, os agentes de IA ajudam na automatização de relatórios e geração de insights corporativos. Os executivos podem pedir à IA que “encontre oportunidades de melhoria em nossos processos”, e recebem diversas informações de onde estão com falhas e onde podem fazer otimizações.
Além disso, os agentes de IA, se integrados em um smartphone, podem facilitar tarefas do dia-a-dia a partir de comandos complexos. É possível pedir, por exemplo, que a IA “encontre uma receita italiana de lasanha bolonhesa, faça uma lista de compras, indique o mercado mais próximo onde posso comprar os itens e peça um Uber para o destino”.
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