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James Webb tira foto do asteroide que tinha risco de atingir a Terra em 2032

O telescópio James Webb, o maior e mais poderoso observatório já enviado ao espaço, observou o asteroide 2024 YR4. O nome soa familiar? Se sim, é porque esta rocha espacial chamou a atenção de astrônomos em todo o mundo nos últimos meses devido ao risco de aproximadamente 3% que pareceu ter de se chocar com a Terra em 2032. 

Análises posteriores acabaram revelando que, na verdade, a chance do impacto acontecer era de quase 0%. Mesmo assim, ainda é necessário estudar o objeto, e é aqui que entra o Webb: cientistas usaram o telescópio para observar a rocha na luz visível e térmica, que revelaram mais sobre seus detalhes.

Observações do asteroide 2024 YR4 feitas com os instrumentos NIRCam e MIRI, do Webb (Reprodução/NASA, ESA, CSA, STScI, Andy Rivkin (APL)

“Estamos interessados em usar o observatório para medir suas propriedades e entender como são os asteroides desse tamanho para ajudar a informar o perigo que eles podem representar para a Terra. Esse é o menor objeto observado pela missão até o momento, e um dos menores objetos a ter seu tamanho medido diretamente”, disse Andy Rivkin, do Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins e autor principal do programa de observação.


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Com os novos dados, os cientistas descobriram que o asteroide mede aproximadamente 60 m de diâmetro, tamanho comparável ao de um prédio de 15 andares. Além disso, eles analisaram quanto tempo leva para a rocha se aquecer e resfriar, e notaram que suas propriedades térmicas são diferentes daquelas observadas em asteroides maiores.

Para Rivkin, isso pode ser causado por fatores como a rápida rotação do asteroide e superfície dominada por rochas do tamanho de um punho ou maiores, e não por pequenas partículas. “De forma geral, agora temos uma noção melhor de como é esse asteroide do tamanho de um prédio”, concluiu. 

Análises mais detalhadas de asteroides como o 2025 YR4 com o Webb são de grande importância para os cientistas entenderem como telescópios espaciais podem ajudar a proteger a Terra contra estes objetos, caso algum deles seja encontrado em uma rota perigosa. “Isso vai nos ajudar a determinar a melhor abordagem durante um programa de observação mais urgente, caso outro asteroide ofereça alguma ameaça potencial no futuro”, finalizou ele. 

O artigo que descreve as observações do Webb foi publicado na revista Research Notes of the AAS.

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Leia a matéria no Canaltech.

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