Governo Federal lança estratégia nacional de combate à pirataria
A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) anunciou, na última segunda-feira (17), uma nova frente de combate à pirataria, com o objetivo de reforçar as estruturas institucionais e integrar ações que atualmente estão dispersas. A proposta foi apresentada pelo diretor da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Rodney da Silva, durante reunião do Conselho Nacional de Combate à Pirataria.
A iniciativa visa criar uma rede temática semelhante às já implementadas pela Senasp em outras áreas, como o combate ao narcotráfico e às organizações criminosas. A ideia é reunir polícias civil e federal, além do Ministério Público, em uma estratégia conjunta para enfrentar o problema da pirataria de forma mais eficiente.
Segundo Silva, a metodologia adotada busca evitar dois grandes problemas da segurança pública no país: a descontinuidade de projetos e a falta de integração entre as forças de segurança. “O objetivo é promover um combate à pirataria como um todo, em todas as áreas, integrando ações que hoje são isoladas“, explicou.
Leia mais:
Nintendo mira o Reddit como um alvo de sua luta contra a pirataria
Criador de Ultrakill apoia pirataria se não há como pagar pelo jogo
Trump planeja revisar acordos do CHIPS Act e preocupa indústria de semicondutores
Expansão do Ciberlab
Além da nova frente temática, a Senasp também planeja expandir as unidades do Ciberlab (Laboratório de Operações Cibernéticas) para todas as polícias judiciárias do país. O Ciberlab, vinculado à Diretoria de Operações Integradas e Inteligência, já atua em colaboração com entes estaduais e agências reguladoras, como a Anatel.
Meta e Amazon encerram programas de diversidade, igualdade e inclusão (DEI)
Uma das principais ações do laboratório é a Operação 404, que desde 2019 já bloqueou centenas de sites e aplicativos de pirataria digital. “A ideia é replicar a estrutura do Ciberlab em todos os estados e no Distrito Federal, atuando em conjunto com a Polícia Federal no combate a crimes cibernéticos“, afirmou Silva.
O coordenador do Ciberlab, Alesandro Barreto, destacou ainda que o laboratório tem atuado na identificação de ameaças digitais, como perfis falsos em redes sociais e possíveis ataques a instituições de ensino. Em 2023, por exemplo, o Ciberlab encaminhou informações preventivas a 15 estados sobre riscos de violência em escolas.
Integração e continuidade do combate à pirataria
A proposta da Senasp é vista como um passo importante para fortalecer o combate à pirataria no Brasil. Ao integrar as ações e garantir a continuidade dos projetos, a expectativa é que as forças de segurança possam atuar de forma mais coordenada e eficaz.
“Precisamos de uma estratégia unificada para enfrentar a pirataria, que é um problema complexo e multifacetado. A criação dessa rede temática é um avanço significativo nesse sentido“, avaliou Silva.
Magalu começa a vender produtos do AliExpress no Brasil
A reunião do Conselho Nacional de Combate à Pirataria também discutiu outras medidas para fortalecer a segurança pública, como a ampliação de parcerias com agências reguladoras e a adoção de novas tecnologias para monitoramento e repressão a crimes digitais.
Com a nova frente de combate à pirataria e a expansão do Ciberlab, a Senasp espera consolidar uma estratégia nacional mais robusta e integrada para enfrentar esse desafio, beneficiando tanto a segurança pública quanto a economia do país.
Fonte: Mobile Time