Este marcapasso é menor do que um grão de arroz e pode ser injetado por seringa
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que as doenças cardíacas são a principal causa de mortalidade no mundo. Neste cenário, milhões de pessoas em todo o mundo precisam utilizar marcapassos.
Os dispositivos enviam impulsos elétricos ao coração para que o órgão bata normalmente. No entanto, exigem cirurgias para implantação, o que pode oferecer riscos.
Por conta disso, cientistas acabaram de desenvolver um novo equipamento menor do que um grão de arroz.
Não há necessidade de cirurgia para implantação
- Chamado de menor marcapasso do mundo, ele foi testado em animais, assim como em tecidos cardíacos humanos.
- A ideia é que o equipamento seja experimentado em pessoas daqui dois ou três anos, mas os resultados provisórios já são considerados positivos.
- O pequeno tamanho do dispositivo permite que ele seja injetado no corpo a partir de uma seringa, tornando a implantação menos invasiva.
- Ele ainda é controlado pela luz e pode se dissolver no corpo, descartando também a necessidade de cirurgia para remoção.
- A nova tecnologia foi apresentada em um estudo publicado na revista Nature.

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Como funciona o marcapasso
Os pesquisadores explicam que o marcapasso tem apenas um milímetro de espessura e 3,5 milímetros de comprimento. Ele pode ser conectado sem a necessidade de fios, a partir de um adesivo colocado no peito do paciente.
Quando detecta batimentos cardíacos irregulares, o dispositivo emite automaticamente luz infravermelha, que sinaliza para o aparelho qual é o ritmo que deve marcar. Todo este sistema é alimentado por uma “célula galvânica”, que usa os fluidos corporais para transformar a energia química em impulsos elétricos que estimulam o coração.

O aparelho pode ajudar bebês que nascem com más-formações cardíacas congênitas e que precisam de um marcapasso temporário durante a semana posterior à cirurgia. Além disso, pode ajudar a restabelecer um ritmo cardíaco normal em adultos recém-operados do coração.
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