Como saber se um ar-condicionado gela rápido?
Comprar um ar-condicionado não é fácil, pois é preciso alinhar o resfriamento rápido com a economia de energia. Tendo isso em vista, cada vez mais as marcas investem em tecnologias para o aparelho gelar rápido e, ao mesmo tempo, não aumentar o consumo. Entretanto, nem todos os modelos seguem esse direcionamento. Assim, para saber se um ar-condicionado funciona bem, é preciso se atentar a aspectos como os recursos embarcados, gás e design.
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Como saber qual ar-condicionado gela rápido?
Alta potência de resfriamento
O primeiro e mais importante passo para saber se um ar-condicionado resfria rápido é verificar a potência de resfriamento, isto é, a circulação de ar por hora. É essencial ter em mente o valor, pois ele é a base para saber se o produto gela rápido.
Ar-condicionado da Xiaomi lançado recentemente começa a resfriar em apenas 30 segundos (Imagem: Divulgação/Xiaomi)
Quanto maior o número, mais rápido o aparelho conseguirá gelar o ambiente. Essa informação consta na página de especificações dos respectivos produtos.
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Para se ter ideia, o mini ar-condicionado Mijia Top Vent Pro Ice Crystal White Edition, recém-anunciado pela Xiaomi, conta com potência de resfriamento de 830 m³/h. Por outro lado, o Samsung Windfree POWERVolt AI de 12.000 BTUs, lançado no último mês, circula até 672 m³ por hora. Potencialmente, o modelo da Xiaomi gela mais rápido que o da Samsung.
Tecnologia inverter
É importante destacar que o ar-condicionado inverter resfria de modo mais estável que o convencional. Isso se dá pelo funcionamento do compressor, pois ele opera de forma contínua e ajusta a intensidade conforme a necessidade.
Os modelos tradicionais, por sua vez, ligam e desligam para alternar a temperatura.
Além de resfriar precisamente, o ar-condicionado com o compressor inverter consome menos energia e emite menos ruído.
Gás R-32
O gás refrigerante é essencial para o bom desempenho do ar-condicionado, já que ele é responsável por levar o ar quente para o ambiente externo.
Apesar do gás R-410A ser o mais presente no mercado brasileiro, cada vez mais as fabricantes investem no gás R-32 pelos benefícios que a categoria oferece.
A principal diferença entre os dois está na eficiência na absorção do ar quente, já que o modelo mais recente requer uma quantidade menor de gás para refrigerar. No aspecto da sustentabilidade, o R-32 se destaca por ter um impacto ambiental significativamente menor, apresentando quase 1/3 do potencial de nocividade atmosférica do R-410A, segundo a escala GWP (Global Warming Potential), que mede a contribuição de gases para o aquecimento global.
Inicialmente, a variante 100% pura chama a atenção pelo menor impacto ambiental e eficiência energética até 10% maior que seu rival. Mas o gás R-32 também contribui para diminuir a temperatura do ambiente rapidamente.
Design voltado para o melhor fluxo de ar
A construção é mais um aspecto que está ligado diretamente ao potencial de resfriamento do ar-condicionado.
Em poucas palavras, aberturas maiores possibilitam uma circulação de ar mais eficiente.
Além disso, os compressores mais recentes costumam chegar com um modo de uso dedicado para resfriar o ambiente rapidamente durante um curto período. Entretanto, essa funcionalidade, geralmente, é limitado a um espaço pequeno.
O design influencia diretamente na circulação de ar (Imagem: Bruno Bertonzin/Canaltech)
Capacidade ideal para o espaço
Por fim, para garantir que o ar-condicionado desejado vai gelar rápido, é preciso se atentar à capacidade, ou seja, os BTUs.
Os modelos mais populares vão de 9.000 BTUs a 24.000 BTUs, mas existem variantes com números menores ou maiores.
É necessário atenção com fontes de calor no ambiente em que o ar-condicionado será instalado (Imagem: Divulgação/TCL)
O cálculo é simples: são necessários 600 a 800 BTUs por m². Para efeito de comparação, um ambiente de 15 m² precisa de um ar-condicionado de 9.000 a 12.000 BTUs. A decisão também deve levar em conta se o espaço possui muita incidência de fontes de calor, como janelas onde bate sol.
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