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Análise | Dawnfolk – Uma luz no fim do túnel ou só mais um indie?

Se tem uma coisa que me atrai num game, é quando ele pega um conceito batido e dá aquele twist criativo. Dawnfolk, do Darenn Keller, faz exatamente isso: pega a velha fórmula de construção de cidades e enfia uma narrativa sombria no meio, com um gameplay que parece mistura de Islanders com Darkest Dungeon, mas sem o estresse de perder tudo em cinco minutos.

A ideia aqui é construir seu assentamento enquanto a escuridão avança, e sua única salvação é uma chama viva chamada Lueur. Sim, você tem uma vela de estimação que te guia no apocalipse – e não é o Hollow Knight.

Mas o jogo é bom mesmo ou é só mais um indie hypado pela bolha? Fui fundo nos reviews do Steam, fóruns e sites gringos pra trazer a real. Bora destrinchar esse negócio!

Construção de Cidades com Sprint, não Maratona

Diferente de Cities: Skylines ou até mesmo um Dorfromantik, Dawnfolk não quer que você passe semanas micromanaging cada detalhe da sua cidade. Aqui, a parada é ágil: em menos de uma hora, seu assentamento já tá no jeito. E não é que o jogo seja raso – é um daqueles casos de fácil de aprender, difícil de dominar.

A sacada genial? Ele te dá múltiplos modos de jogo. Tem campanha, puzzle, expedição, sandbox e até modo infinito. Quer um joguinho tranquilo de montar cidade? Tá lá. Quer um puzzle desafiador? Também tem. Quer ficar jogando até o cérebro fritar? Modo infinito te espera. E pra deixar as coisas mais dinâmicas, ainda rolam minijogos dentro do gameplay, o que é bem raro nesse gênero.

Só tem um detalhe que pode incomodar: os minijogos, embora criativos, não são lá muito variados. Depois de um tempo, parecem só um “quebra-mola” no fluxo do jogo. Não estraga a experiência, mas também não é algo que eu chamaria de revolução.

Pixel Art de Respeito, Mas…

Dawnfolk adota um visual pixelado minimalista, mas com um esquema de luz e sombra muito bem trabalhado. A paleta escura com brilhos intensos da chama Lueur cria um contraste bonito e reforça a ideia de que você está lutando contra a escuridão.

Se eu fosse comparar, diria que é um híbrido entre a vibe sombria de Darkest Dungeon com a simplicidade visual de Kingdom: Two Crowns. Funciona bem, mas não espere uma pixel art cheia de detalhes ultra-refinados como Octopath Traveler. Aqui o foco é mais no design de atmosfera do que na complexidade gráfica.

Ponto positivo: o jogo tá ótimo no Steam Deck. A galera dos fóruns diz que roda suave, sem engasgos e que a experiência na telinha portátil até melhora a imersão. Ponto negativo: o suporte a mouse e teclado poderia ser melhor. O game parece pensado pra controle, o que é estranho considerando que a maioria dos jogos do gênero brilha no PC.

O Que a Galera Tá Falando?

Nos fóruns da Steam, o pessoal tá curtindo bastante. A maioria das análises elogia a acessibilidade, o loop viciante e o clima atmosférico bem feito. O comentário que melhor resume a experiência foi um que vi no Reddit:

“Terminei a campanha normal em uma sentada. Simples, viciante e muito bem executado. A chama te faz sentir que está sempre no limite, mas nunca desesperado.”

Outro usuário apontou que o jogo funciona muito bem no Steam Deck, o que é um baita ponto positivo. Mas nem tudo são flores: algumas reclamações frequentes são os minijogos que ficam repetitivos, a sensibilidade exagerada dos controles e a falta de suporte total para teclado e mouse.

Comparações Necessárias: Onde Dawnfolk Se Encaixa?

Se Islanders e Dorfromantik são os joguinhos tranquilos de empilhar tiles sem compromisso, Dawnfolk é o primo gótico e misterioso da família. Ele tem aquela pegada de “jogo relaxante”, mas com pressão crescente conforme a escuridão avança.

A narrativa e o tom do jogo lembram um pouco Darkest Dungeon, mas sem o masoquismo. Já os minijogos dentro da campanha têm um quê de WarioWare, quebrando o fluxo de gameplay com desafios rápidos.

O grande diferencial? A história sendo integrada ao gameplay de forma orgânica. A presença de Lueur, seu ajudante flamejante, cria um senso de urgência constante, diferente de qualquer outro city builder tradicional.

Prós e Contras

Prós:

  • Fácil de aprender, difícil de dominar – acessível, mas ainda desafiador.
  • Pixel art atmosférico – minimalista, mas bem trabalhado.
  • Modos variados – campanha, sandbox, infinito… sempre há algo novo.
  • Ótima performance no Steam Deck – fluído e imersivo na telinha.

Contras:

  • Minijogos repetitivos – perdem a graça depois de um tempo.
  • Sensibilidade dos controles – precisa de ajustes em algumas situações.
  • Falta de suporte completo ao mouse e teclado – claramente feito pensando em controle.

Nota Final: 7/10

Se você quer um city builder leve, mas com um desafio sutil, Dawnfolk é uma baita escolha. O jogo não quer ser um simulador hardcore, e é exatamente isso que o torna único e viciante. Mas tem seus pontos fracos, principalmente no quesito variedade de minijogos e suporte total ao PC. Se você curtiu Islanders, Dorfromantik ou quer um city builder com pegada sombria, Dawnfolk é uma boa pedida. Mas se você espera um jogo profundo e cheio de microgerenciamento como Cities: Skylines, talvez seja melhor procurar outro game.

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