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4 pontos para entender o novo sistema do Cadastro Único

O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) anunciou na última semana uma atualização no sistema do Cadastro Único com o objetivo de agilizar processos, combater fraudes e aumentar a integração dos dados.

A medida afeta principalmente os gestores do sistema, mas também promete benefícios para as mais de 71 milhões de pessoas cadastradas na plataforma que viabiliza o acesso a programas sociais. A seguir, o Canaltech explica pontos importantes da mudança:

  1. Por que o sistema do CadÚnico vai mudar?
  2. Quais são as principais diferenças?
  3. O que muda para o cidadão?
  4. Quando o novo sistema entra em vigor?

Por que o sistema do CadÚnico vai mudar?

O principal objetivo é modernizar o sistema com melhorias na segurança e no fluxo dos dados. Para isso, o serviço vai automatizar o preenchimento de informações das famílias e incorporar dados de certidões de nascimento, óbito, casamento ou divórcio.


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Além disso, a plataforma vai integrar dados de outras bases vinculadas ao Governo Federal, incluindo SUS, Receita Federal e Previdência Social. A novidade permite sincronizar números de CPF, renda e outros benefícios previdenciários, por exemplo.

A gestão da base de dados também muda e passa para a responsabilidade do Dataprev.

Cadastro Único é usado para acessar e pedir programas sociais do Governo Federal, como o Bolsa Família (Imagem: Lyon Santos/MDS)

Quais são as principais diferenças?

A sincronização dos dados de diferentes plataformas ajuda a reduzir fraudes no Cadastro Único, especialmente nos casos de pessoas que forjavam documentos para conseguirem benefícios que não tinham direito.

A plataforma integrada também pode servir como uma base para personalizar a gestão em cada cidade ou região: os gestores do sistema terão acesso a um portal de dados para obter relatórios e avaliar possíveis riscos na hora de planejar políticas públicas.

Além disso, a base de dados também pode acelerar processos para gestores e usuários. “Integrações de dados, que antes levavam dois ou três meses para serem realizadas, poderão ser feitas em poucos dias, por meio de processos automatizados e rotineiros”, informou o MDS em nota.

Por fim, o Cadastro Único terá um formulário offline para entrevistadores sociais. O recurso pode ser útil em áreas sem conexão à internet e permite que as informações sejam transferidas rapidamente ao voltar para a estação de trabalho, no lugar de preencher um formulário manualmente.

O que muda para o cidadão?

A maior parte das novidades é voltada para os gestores de dados, mas as famílias cadastradas também poderão se beneficiar com o sistema. A experiência pode ficar mais rápida, capaz de reduzir filas para solicitar benefícios e diminuir o tempo das sessões dos usuários. 

“O novo cadastro é uma grande entrega. Ele vai facilitar a vida de quem faz o cadastramento, mas principalmente a vida de quem vai se cadastrar, porque tornará o cadastramento e a atualização de dados sempre mais rápidos e mais ágeis”, explicou a secretária de Avaliação, Gestão da Informação e Cadastro Único do MDS, Letícia Bartholo, durante o evento de anúncio do sistema.

Quando o novo sistema entra em vigor?

O MDS informa que o sistema começa a operar a partir de março de 2025.

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Leia a matéria no Canaltech.

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